segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O que é memória? O que é ficção?


"Sou Nadia Guerra, e pela primeira vez vou lhes dizer, com microfone aberto, tudo o que senti em cada uma das manhãs de minha vida durante todos esses anos enquanto saudava a bandeira e cantava o Hino Nacional, tudo aquilo que não me atrevi a dizer até este minuto....

Pertenço a uma zona de intimidade que me faz humana, não divina. Sou uma artista, não uma heroína contemporânea, odeio essa desproporção, não quero que esperem que eu seja o que não sou. Não devo mais aos mártires do que aos meus pais, à minha resistência, à minha própria história pessoal ancorada aqui em minha simples vida cubana.

Não posso continuar tentando ser como Che, nem herdar a pureza de Camilo... minha proeza é singela: sobreviver nesta ilha, evitar o suicídio, suportar a culpa de minhas dívidas, o acaso de estar viva, e desligar-me definitivamente desses persistentes nomes de guerra e de paz."

Pequenos fragmentos do belíssimo livro, Nunca fui Primeira-Dama, da escritora cubana Wendy Guerra. Um texto que provoca nossas certezas a respeito das fronteiras entre a memória, a história e a ficção.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Gestor, Líder e Dirigente: O que faz a diferença?


O Gestor:

O gestor é aquela pessoa que ocupa uma posição formal na hierarquia da empresa. Isto é, ocupa um cargo de chefia e é responsável por outras pessoas.
Espera-se que um gestor seja eficiente na criação de bases para resultados empresarias sustentáveis. Contribuía significativamente para melhorar, de forma evolutiva e consistente, o desempenho da organização, mesmo que precise fazer uma mudança radical.


O Líder:

O líder é a pessoa que opera com a energia que mobiliza a empresa. Seu foco está nas dimensões mais emocionais da gestão: pessoas, lideranças e cultura.

Diferentemente do gestor, o líder é legitimado por seus liderados. Ele não existe sem liderados voluntários, portanto essa legitimação representa uma conquista. As pessoas seguem voluntariamente um líder quando se identificam com seus conceitos, aspirações e expectativas.

O eixo central da liderança é a capacidade de construir e sustentar esse tipo de relacionamento, que é interativo e envolve troca, influência e persuasão. Enfim, o poder do líder está em saber mobilizar as pessoas na direção de uma aspiração comum, trazendo significado para a vida delas.

O Dirigente:
O lugar do dirigente não está relacionado ao topo da hierarquia. Pessoas de qualquer nível hierárquico podem ser dirigentes na sua esfera de atuação, basta para isto, saber trabalhar integrando as tarefas com as relações e ter coragem de mudar o fluxo natural das coisas.
O dirigente não opera apenas na manutenção, na melhoria contínua. Nem mesmo na mudança radical seu foco é apenas estratégia, processos e estrutura. Tampouco está focado fundamentalmente na dimensão das pessoas, da liderança e da cultura. Ele vai além: reconhece o fluxo natural e o altera com coragem e determinação. Tem um propósito claro e uma visão de futuro que ilumina suas decisões e ações.



Fonte: Jornal Valor Econômico
Caderno: Eu & Carreira





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ARTE NA UFSC



 3ª Semana Ousada de Arte da UFSC; unirá música e cinema, numa proposta que recria a atmosfera do antigo cinema mudo, com o pianista contracenando com a projeção do filme. Será no grande auditório (Auditório Garapuvu) do Centro de Eventos da UFSC às 21 horas, com entrada franca. Recomendo - o documentário é riquíssimo, e a seleção de músicas está também muito especial.

Data: 23 de Setembro de 2010 - Quinta Feira


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Formação Acadêmica


É desde o começo da Faculdade que nos formamos, bem ou mal, para a prática de uma profissão, e não há progresso possível, numa atividade, se o profissional não estiver bem formado desde o início.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A fórmula mágica


O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.




José Saramago

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sobre a Coragem



"O correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim:
esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem"

 Guimarães Rosa

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Educar



“Educar não é encher um balde,
mas acender uma chama”

William Butler Yeats

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comportamento em Debate


TV COM - canal 36
Programa: FALANDO
Horário: 17H00
Dia: 01/09/2010

Tema: Filho Único


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Filho Único



Você me quer?
Você cuida de mim?
Mesmo que eu seja uma pessoa egoísta e ruim?

Você me aceita
E me dá a receita
De como conviver com um monstro mesquinho e careta?


Você me respeita
Não grita comigo
Mesmo que eu tente tudo pra te irritar


Você tem que entender
Que eu sou filho único
Que os filhos únicos são seres infelizes


Eu tento mudar
Eu tento provar que me importo com os outros
Mas é tudo mentira (tudo mentira)


Estou na mais completa solidão
Do ser que é amado e não ama
Me ajude a conhecer a verdade
A respeitar meus irmãos
E a amar quem me ama

Cazuza e João Rebouças

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

QUASI



Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção...
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer
qualquer coisa!

Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem - um antes de
ontem que é sempre...

Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei...
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir.

Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.

Assim se faz a literatura....
Coitadinhos Deuses, assim até se faz a vida!

Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas e arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
....

Fernando Pessoa, in: Ficções do Interlúdio

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Amores Obsessivos


Imagine que você não consiga pensar em nada que não tenha relação com determinada pessoa. Seu desejo e desespero são tão intensos que se aproximam da dor física. A ausência do ser amado o impele a escrever páginas e páginas de cartas e a discar seu número de telefone várias vezes ao dia. Por vezes, sentindo que está abandonado ou que ninguém dá atenção à sua dor, é compreensível que surjam ódio e planos de vingança. Em princípio, isso pode parecer apenas sinal de um comportamento irracional demonstrado por uma pessoa apaixonada que não é correspondida. Algo que, de acordo com senso comum, vai passar com o tempo. Mas e se esses sentimentos e comportamento persistirem? E se as tentativas de participar da vida do ser amado se tornar cada vez mais exageradas e agressivas?

O fenômeno da perseguição excessiva ganhou atenção da mídia apenas a aproximadamente 20 anos, devido a alguns casos de assédio a famosos. Psicólogos e psiquiatras, porém, conhecem essa ameaça há mais tempo: no século XIX, um dos pais da psiquiatria forense, Richard von Krafft-Ebing, já escrevera sobre mulheres com fixação obsessiva que viajavam atrás de atores que idolatravam. Nos anos 80, a erotomania foi classificada como distúrbio psíquico. Quem sofre dessa patologia parte do princípio irremovível de que é amado pela outra pessoa, mesmo que não haja nenhum motivo para que chegue a essa conclusão. O esforço incessante de entrar em contato com alguém é considerado uma das principais características da erotomania. Para abordar esse comportamento costuma-se usar a expressão em inglês stalking, um termo relacionado à caça, que indica uma forma sorrateira de se aproximar da presa.

Da mesma forma, um stalker cerca sua vítima e procura não perdê-la de vista. Mesmo diante da rejeição explícita, ele insiste na aproximação: seja por telefone, carta, e-mail ou diretamente. Alguns enviam presentes ou objetos bizarros, às vezes assustadores, como colagens de fotos com caveiras no lugar dos rostos. Por vezes, fazem encomendas em nome da pessoa que perseguem, simplesmente com a intenção de difamá-la. Um em cada cinco stalkers se torna agressivo em algum momento, podendo voltar-se violentamente contra a vítima, seus parentes próximos ou conhecidos ou mesmo seu animal de estimação.

Embora as motivações amorosas dos stalkers sejam as mais frequentes, os perseguidores não se restringem a elas. Podem ser movidos, por exemplo, pelo desejo de vingança. Ex-parceiros íntimos, em geral, representam o maior e mais perigoso grupo de stalkers. Alguns deles têm autoestima instável, mostram indícios de distúrbios de personalidade narcisista ou borderline, mesmo que não tenham recebido esses diagnósticos. A maioria dos ex-parceiros perseguidores sabe que é malvista pelos seus atos. No entanto, para eles isso ainda é melhor do que serem ignorados.

O que leva uma pessoa a ter esse comportamento? Pesquisas recentes revelam que esses sujeitos tem uma percepção bastante distorcida: apesar de suas tentativas de aproximação não terem sucesso, quatro em cada cinco perseguidores declararam que queriam continuar no encalço. O motivo mais alegado por eles foi o fato de estarem ligados ao outro “pelo destino”. Um terço dos entrevistados estava convencido, de forma onipotente, de que devia superar a resistência de sua vítima, pois ela própria, no fundo, queria isso. Outro terço sentia-se obrigado a cuidar da pessoa amada. Essas declarações trazem uma evidência: quem entra na mira de um stalker pode rejeitar as tentativas de contato seja o quanto for – o ofensor não aceitará as recusas.

Diferentemente de pessoas que sofrem por eventos pontuais, as vítimas de stalking se confrontam de forma constante com o objeto de seu medo. Às vezes, são obrigadas a lidar com seus torturadores no dia a dia. Se o telefone toca, pensam automaticamente que pode ser o perseguidor. Nessa atmosfera de medo e perplexidade, esquecem o que é ter uma vida “normal”.

Parte do artigo "Amor Obsessivo", publicado na Revista Mente&Cérebro.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CONVITE



Caros amigos,

Quero convidá-los para o concerto que acontecerá nesta sexta-feira - dia 13 - às 21:00h no Teatro Pedro Ivo Campos. No programa, o concerto Tríplice de Beethoven (assim chamado por ter três solistas junto à orquestra - no caso: piano, violino e violoncelo) e minha mais nova composição: um concerto para piano, violino, viola e orquestra sinfônica. O título dessa obra é Aurora consurgens, alusão a um antigo tratado alquímico (cada um dos quatro movimentos representa uma das fases da alquimia: Nigredo, Albedo, Citrinitas e Rubedo). O violinista, o violista e o violoncelista vieram da Itália especialmente para participar desse evento, são excelentes musicistas (tocam na Sinfônica de Roma).

Nas duas obras farei a parte do piano, e a regência será do maestro Jeferson Della Rocca.

Espero que possam vir.


Um grande abraço,
Alberto Heller